CRÔNICA DO ANO NOVO

Crônica do Ano Novo

Ufa! Finalmente chego a casa após horas na rua tentando dizimar os últimos itens da lista de iguarias para a ceia de Ano novo. Confesso que não andei calmamente por aí, andei num vibrante frenesi como um carro em plena seletiva e assim como ele, com marchas e catuques no freio, embreagem e acelerador! Quantas pessoas! Quantas máscaras!... Ah! Salve-me, Deus de uma TPM insolente neste dia... Sinto-me pássaro na gaiola, mas não esperem ouvir de mim que quero juntar-me aos demais em festas ou casas praianas praieiras por aí... Hoje não!

Quero juntar-me a mim, quero juntar o que melhor existe em mim à minha já famigerada pressa e alegria de viver... Quero pensar diferente, desejar diferente, fazer diferente, mas quero ganhar porque quero que meu grito sem voz ganhe forças e se esvaia num brado retumbante... Tudo está diferente!


É claro, existe uma consonância cósmica que se responsabiliza pela arrumação de nossas vidas. Mas, de fato somos nós os arrumadores/faxineiros de nossas vidas... Venha, Ano Novo! Venha a nós carregado de esperança, sorrisos, abraços... PAZ...Conceda-nos saúde física e psíquica, entorpeça-nos de alegria e amizade... Dai – nos a energia vibrante e torne-nos molas propulsoras de nossas vidas... Erros? Derrotas? Defeitos? Tombos? Estes sempre permearão nosso universo enquanto vivos, mas que Deus não tire de nós a alegria do “podium”, pois ainda que invisível para alguns, o nosso melhor e mais valioso trofeu é a nossa vida que nos é dada para grandes feitos... Força, amizade, amor, garra, saúde e lágrimas de realizações... Paz para sempre... Sorrisos contentes.

Por Nádia Dupont
Profª de Língua Portuguesa da segunda etapa do Ensino Fundamental

 

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