SER PROFESSOR "BONZINHO" GERA INDISCIPLINA?
Atualmente, a questão da indisciplina em sala de aula é um problema preocupante na maioria das instituições de ensino. Alem de repercutir na vida pessoal do aluno, a falta de disciplina dificulta a aprendizagem e faz com que o trabalho dos educadores se torne ainda mais árduo.
Com objetividade e clareza, Celso Antunes no livro “Professor bonzinho = aluno difícil - a questão da indisciplina” deixa evidente que o professor precisa oferecer limites, respeitar e fazer respeitar as diferenças de opinião, incentivando assim, a participação e a cooperação. “Professor não pode ser permissivo, camarada, bonzinho, pois agindo assim o mesmo não está dignificando o seu papel enquanto profissional”, diz Celso Antunes.

A indisciplina pode ser julgada como uma grande dificuldade que muitos professores enfrentam, porém, se analisarmos criticamente, poderemos observar que, em alguns casos, um dos grandes protagonistas que fazem esta indisciplina prosperar é o próprio professor. Essa afirmativa se justifica a partir do momento que o formador de opinião não permite interrupções, instaura a indiferença, impõe o silêncio, não busca conhecer realmente seus alunos, deixando de conciliar os conteúdos com os interesses e a vivência do educando.
Para que haja uma transformação na relação professor-aluno, o diálogo é fundamental e insubstituível. Pois é ele que, como uma ponte, une os seres humanos, criando laços de afeto e companheirismo, contribuindo ainda mais no processo de ensino aprendizagem.

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