EDUCAR PRA QUÊ?
A cada fim de ano, o mercado de trabalho recebe novos profissionais da Educação, recém-formados e com expectativas sobre a realidade que encontrarão em sala de aula. Diante dos fatos atuais, este profissional necessita de uma postura diferenciada do que viveu em sua época de estudante.
Anteriormente, o professor detinha o conhecimento, e isso bastava. Nos dias atuais, ele precisa estar constantemente instigando os educandos a pensar, a refletir, a questionar e a aprender a ler a nossa realidade, para que os mesmos construam seus próprios conceitos e opiniões daquilo que os cercam.

O Semeador de Vincent Van Gogh
Segundo Rubem Alves, “a primeira tarefa da educação é aprender a enxergar”. Para que isso, realmente, aconteça, é necessário que o professor goste e acredite naquilo que faz, já que servirá de exemplo para seus alunos.
“... ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para sua produção ou construção.” (Paulo Freire)
Se compararmos a citação de Paulo Freire com a Parábola do Semeador, perceberemos que o aluno tem o papel de um solo fértil, onde o professor deve semear suas sementes, objetivando os frutos. Essa relação deve ser cultivada todos os dias, pois um depende do outro. Com isso, cabe ao novo educador refazer a educação, criando condições para a prática democrática que resultará no surgimento de pessoas solidárias e preocupadas em superar o individualismo.

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