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São João de Meriti, 7 de setembro de 2010
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GRIPE SUÍNA: ATENÇÃO PARA UMA POSSÍVEL EPIDEMIA

2/6/2009

Saiba um pouco mais da doença que assusta o mundo

A Gripe Suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é diferente do H1N1, totalmente humano que circulou nos últimos anos, por conter material genético dos vírus humanos, de aves e suínos, incluindo elementos de vírus suínos da Europa e da Ásia.

Em casos registrados nos últimos anos, a doença foi contraída por pessoas que tiveram contatos com criações de porcos, mas não há registro de que o mesmo tenha acontecido no atual surto. Ela está sendo transmitida da mesma forma que a gripe comum: por via aérea, de pessoa para pessoa, por meio de espirros e tosse.

O vírus da gripe suína não é transmitido pela comida. O governo mexicano e a OMS (Organização Mundial de Saúde) descartaram qualquer risco de infecção por ingestão de carne de porco. A temperatura de cozimento (71ºC) destrói os vírus e as bactérias.

Em média tempo de incubação do vírus varia de 24 horas a 3 dias. A mídia mexicana cita até duas semanas. Os sintomas em humanos são parecidos com os da gripe comum e incluem febre acima de 38°C, falta de apetite e tosse. Algumas pessoas com a gripe suína também relataram ter apresentado catarro, dor de garganta e náusea.

No passado, os Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) registraram 12 casos de infecção humana pelo vírus da gripe suína, todos em pessoas que tiveram contato com porcos. Nesses casos, não houve evidência de transmissão entre humanos.

Se a pessoa esteve nos últimos dez dias em países onde houve casos, como o México, e apresenta sintomas pode procurar um médico e realizar o exame para identificar o tipo de gripe. É preciso evitar locais com presença de muitas pessoas enquanto não sai o resultado.

As vacinas normais contra a gripe são alteradas todos os anos para incluir imunização contra novas variedades de vírus. Segundo as autoridades mexicanas, que citam a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacina existente para humanos é para uma cepa anterior ao vírus, com o qual não é tão eficaz. Mas como os casos confirmados de mortes atingiram adultos, é possível que as pessoas mais vulneráveis (crianças e idosos) tenham se beneficiado por serem alvo de vacinação mais regularmente que os adultos jovens.

A OMS está em estado de alerta porque há casos humanos associados a um vírus de gripe animal, mas também pela extensão geográfica dos diferentes focos, assim como pela idade não habitual dos grupos afetados. A gripe suína representa o maior risco de uma pandemia (epidemia de doença infecciosa que se espalha entre a população localizada em uma grande região geográfica como, por exemplo, um continente, ou mesmo o planeta) em larga escala desde que a gripe aviária ressurgiu em 2003.


(Infográfico: Agência Estado)
http://noticias.br.msn.com/especial/infografico-gripe-suina.aspx

CONTAMINAÇÃO

A contaminação se dá da mesma forma que a gripe comum, por via aérea, contato direto com o infectado, ou indireto (através das mãos) com objetos contaminados. Não há contaminação pelo consumo de carne ou produtos suínos. Cozinhar a carne de porco a 70 graus Celsius destrói quaisquer microorganismos patogênicos. Não foram identificados animais (porcos) doentes no local da epidemia (México). Trata-se, possivelmente, de um vírus mutante, com material genético das gripes humana, aviária e suína.

PREVENÇÃO

Existe uma vacina para os porcos, porém ainda não se descobriu uma que possa ser utilizada pelos humanos. A vacina destinada à prevenção da gripe "convencional" oferece pouca ou nenhuma proteção contra o vírus H1N1. O Japão anunciou que pretende desenvolver uma vacina eficaz.

O Instituto Butantan, em São Paulo, está colaborando com a Organização Mundial de Saúde  em uma pesquisa para elaborar uma vacina preventiva contra a gripe suína e tem previsão de finalizar o processo dentro de quatro a seis meses.

Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) concluíram as primeiras sequências genéticas do vírus influenza A (H1N1) mapeadas no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, o material foi desenvolvido a partir de dados coletados de três pacientes - dois do Rio de Janeiro e um de Minas Gerais -, todos diagnosticados no laboratório. Uma análise preliminar mostrou que, nos casos brasileiros, não existe indicativo de variação em relação ao vírus que circula em outras localidades. Segundo Fernando Motta, pesquisador do Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do IOC, o sequenciamento genético é fundamental para acompanhar a evolução do vírus no país e abre a possibilidade para o desenvolvimento de protocolos de diagnóstico.


Joice Lobo Guimarães e Nínive Morales Mendes
Professoras de Ciências da segunda etapa do Ensino Fundamental

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