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São João de Meriti, 7 de setembro de 2010
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EDUCAÇÃO: UM TODO TRANSFORMADOR

1/6/2009

Uma análise da importância do elo entre escola e família

Quem já parou para pensar que a educação de um ser humano começa com o seu nascimento e só termina com sua morte? Talvez nem todos assim compreendam que o verdadeiro sentido deste processo seja desconhecido, assim como sua real finalidade.

Educar. Este termo tão ouvido e discutido vem do latim educare, que por sua vez é ligado a um verbo que significa literalmente ‘conduzir para fora’, ou seja, preparar o indivíduo para o mundo. Mediante tal definição questiona-se: de quem é esta tarefa? Para que educar? Como realizar este processo?

Diferentemente dos outros animais, o ser humano apresenta uma ferramenta de sobrevivência, denominada por Eduardo Chaves, como razão. É este elemento o qual possibilita o homem a percepção do mundo e tudo à sua volta, sua formação e atuação perante sua realidade, para assimilar valores e assumir um papel transformador em seu meio.

Porém, esta ferramenta não funciona por instinto, automaticamente. Neste sentido é válido relatar o argumento de Eduardo Chaves, quando afirma que “ela só funciona se o ser humano, por um ato de vontade, desejar que ela funcione, decidir que vai usá-la e se preocupar em aprimorá-la e aperfeiçoá-la”.

Sendo assim, é através do processo de educação que esta razão inerente ao ser humano é aperfeiçoada, possibilitando o desenvolvimento e formação do indivíduo e, assim, sua concepção, sua atuação em seu meio. Mas qual grupo social é responsável por tal processo?

A educação do ser humano começa com seu nascimento, logo, sendo a família o primeiro grupo social do qual o indivíduo faz parte. Ela é responsável pela iniciação deste processo.

Este grupo, fundamental para o desenvolvimento de um ser, é o primeiro responsável por fazer o indivíduo perceber-se como agente da sua história e, por meio das posturas de incentivo, correção e ensinamento, por possibilitar a formação física, social, moral e plena do ser. As atitudes educativas exercidas pelos membros das famílias são classificadas como assistemáticas, mas precisam ser realizadas com muita cautela e atenção, pois suas consequências, positivas ou negativas, serão refletidas nos comportamentos dos ‘educandos’.

CSM

Para auxiliar na sistematização das aprendizagens, foram criadas as escolas, entidades que assumiram diversos papéis na sociedade e seguiram diversas correntes, cada qual objetivando a formação de um indivíduo, desde o mais tecnicista ao mais humano e comprometido com o coletivo.

Neste grupo social, o agente motivador-principal deste processo de educação é o educador, indivíduo que necessita em sua realidade “despertar em seus alunos, as habilidades necessárias para elevar a auto-estima, a comunicação escrita e oral, o pensamento lógico e racional para solucionar problemas e tomadas de decisões, a flexibilidade cognitiva, além do aprendizado colaborativo/cooperativo nas questões que envolvem o exercício da cidadania, como a responsabilidade social e a ética.”, conforme afirma João Alfredo Carrara.

Tais objetivos serão alcançados se cada um de nós, agentes da educação formal, tornar o espaço da sala de aula um local de interação e vivência cotidiana. Assim, possibilitaremos não somente a aquisição de conhecimentos, mas também a de valores essenciais na formação moral do ser. Com isso, conseguiremos aliar tais fatores contribuindo para a contemplação de um indivíduo em sua plenitude e motivando-o a tornar-se agente de sua própria história e um ser transformador ativo da sua realidade.

 

Porém, é válido ressaltar que os demais grupos sociais dos quais o ser humano faz parte também promovem, à sua maneira, a educação. A nossa realidade está repleta de contra valores e de transformações espaço-temporais-comportamentais, sejam no âmbito familiar ou no individual, por isso, é necessário e de extrema importância que, para que haja uma educação mais significativa e eficaz do indivíduo, aconteça uma parceria FAMÍLIA-ESCOLA para estimular um elo favorável ao intercâmbio de reações e experiências, sensibilizando o ser para o trabalho e ação de acordo com os interesses e necessidades existentes no processo educativo.

É o que afirma Margareth Silva, em seu artigo A função da escola e da Educação:A escola, campo específico da educação, não é um elemento estranho à sociedade humana ou um elemento separado, mas é uma agência especializada na educação de novas gerações.” 

Lançamos então dois desafios. O primeiro: pensar a educação como um todo, para proporcionar a formação de um indivíduo em sua totalidade. O segundo: buscar a integração e parceria entre a família e a escola para proporcionar ao indivíduo uma segurança na aprendizagem, de forma que a escola consiga criar cidadãos críticos capazes de enfrentar a complexidade de situações que surgem na sociedade. Desafios árduos, mas com resultados satisfatórios. Vamos tentar?!


Cláudia Fracis (pedagoga)
Nathália Borgatti (pedagoga e pós-graduaanda em Psicopedagogia Clínico-Institucional)
Raphaela Radaeli (graduanda em Letras Português/Literatura/Espanhol)
Professoras da primeira etapa do Ensino Fundamental

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